OM MANI PADME HUM

“As pessoas ficam doentes física e mentalmente. Para alguns, a vida é apenas um retardo para a morte; para outros, a morte é mais bem-vinda que a vida. Alguns levam uma vida miserável, incapazes de encarar a morte; outros se suicidam, por serem incapazes de encarar a vida. Estas experiências fazem você crescer por dentro. Se Deus não fez este mundo apenas para o sofrimento, e, se houver algo mais (e eu intuitivamente pressinto isso), eu o descobrirei."

Swami Sivananda

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Yogaterapia!

Voce pode pensar no Yoga como terapia de recuperação e reabilitação de questões de saúde.
Se já percorreu alguns caminhos sem muito êxito, se tem curiosidade pela prática do Yoga com todas as suas diferentes ferramentas já tão comprovadamente benéficas para o bem-estar geral do ser humano, conheça o yoga em sua abordagem terapêutica!
Não tem nada a ver com posturas mirabolantes, contorcionistas, exigentes demais para quem tem como único propósito curar-se de dores físicas epsicológicas através desta ciência milenar.
Namaste :)
Wellness enthusiasts have long known the healing benefits of yoga. However, the popularity of this ancient practice is now growing among today's mainstr...
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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

YOGA & PESSOAS AGITADAS... É POSSÍVEL?!

Muitas pessoas acreditam que a prática de yoga é apenas para pessoas calmas, zen people . Acreditam que, por serem agitadas, aceleradas, hiperativas, apenas as "práticas físicas aceleradas" podem acolhê-las, e que esta é a melhor maneira de se cuidarem.
Ao contrário do que se pensa, quando a agitação traz desconfortos e insatisfação, quando há o desejo pelo equilíbrio, o Yoga acolhe todos os tipos de temperamento e natureza, é uma ferramenta perfeita!
Corpo agitado é sinônimo de mente agitada. Mente agitada é sinônimo de desequilíbrio sistêmico-metabólico-mental-emocional. As "catarses" quase nunca mudam padrões, só extravasam. E assim se forma um ciclo vicioso...
Saiba mais!




quarta-feira, 15 de junho de 2016

Falando de Hatha Yoga... Sindrome da Hipermobilidade Articular na Prática!





A Síndrome de Hipermobilidade Articular nas Práticas de Yoga


Voce já imaginou que crises de enxaqueca podem estar relacionadas com algumas belas performances de posturas de yoga que muitas vezes presenciamos nas práticas?
Segundo a professora de yoga Bernadette Birney, que resolveu consultar um neurologista a fim de investigar incansáveis dores de cabeça que a acompanhavam desde a infância, após rever sua história e examiná-la, o especialista perguntou: "Voce se importa de flexionar o tronco à frente para tocar seus dedos dos pés?"
Em seguida, perguntou: “Voce sente dores musculares?” “Demais,” ela respondeu. “A prática de yoga ajuda?” perguntou ele. “Sim - SE,” respondeu, “se eu for cautelosa, o que sou. Se eu forçar minha flexibilidade, pagarei por isso.”
As articulações da Bernadette são bastante móveis - hipermóveis - mas os músculos são firmes, com nós de tensão crônica. 
Muitas vezes, alguns alunos ficam impressionados com a extrema facilidade e conforto com que outros sentam-se de pernas cruzadas, como na posição de lótus, por exemplo. Para muitos deles, com a bacia tão retesada, é impossível imaginarem-se nesta posição sentindo-se confortáveis. O que se desconhece é que, muitas vezes, esta "habilidade" já pertencia àquelas pessoas antes de praticarem yoga, sem desmerecer os efeitos da prática no desenvolvimento da flexibilidade quando necessária para um maior conforto físico. Atualmente, este tipo de "sintoma" tem sido correlacionado com a Síndrome de Hipermobilidade Articular, uma condição caracterizada por articulações que têm mobilidade além dos limites normais de movimento.
Na prática de yoga, aqueles que têm dificuldade para tocar os dedos do pés podem sentir sua falta de flexibilidade como uma deficiência, e, obviamente, pode até ser. Entretanto, apesar de uma amplitude de movimento muito limitada não ser o desejável, não está nem perto de ser tão perigosa quanto a amplitude de movimento excessiva.
As pessoas com esta síndrome sofrem de dores musculoesqueléticas e articulares, além de lesões de tecidos moles como distensões, entorses, tendinites e luxações. Porque os ligamentos são instáveis, há uma tendência maior de desenvolver escolioses, ATM, discopatias, pés chatos e dores de cabeça.
O Dr. Alan Pocinki, doutor em medicina que atua na área metropolitana de Washington D.C., escreveu um artigo inovador sobre esta síndrome. No artigo ele explica: “Porque os ligamentos são frouxos e, assim sendo, não podem exercer bem suas funções, os músculos são forçados a desempenhar um trabalho maior do que foram concebidos para fazer entrando, portanto, em fadiga.” Nem todos entendem esta condição ainda. Talvez isso ocorra por uma mutação nos genes do colágeno. 
As pessoas com a síndrome de hipermobilidade articular são mais suscetíveis à fibromialgia, osteoartrites (que ocorrem mais facilmente em articulações frouxas) e dores neuropáticas ou dormências. Com frequência, têm equimoses e possuem pele anormalmente elástica e aveludada. Ficam visivelmente desconfortáveis quando permanecem em pé por longos períodos de tempo.

Além disso, o sistema nervoso também tende a ser excessivamente responsivo. Dr. Pocinki escreveu que “Nos últimos anos, a síndrome de hipermobilidade articular tem sido associada a vários problemas do sistema nervoso autônomo. (O sistema nervoso autônomo regula todos os processos corporais, como batimentos cardíacos, pressão sanguínea, respiração, digestão e imunidade.)” Portanto, pessoas que sofrem desta síndrome podem ter problemas circulatórios (por exemplo: pressão baixa,  tontura ao se levantarem, pés e mãos frias, palpitações cardíacas, veias varicosas e, em casos extremos, veias sanguíneas podem até romper-se). Ainda há uma tendência para questões digestivas, como refluxo e doença do intestino irritável.
De acordo com Pocinki, “Para compensar o estiramento das veias sanguíneas, muitas pessoas com a hipermobilidade parecem produzir mais adrenalina..." Com o tempo, a produção excessiva de adrenalina pode exaurir as glândulas adrenais, levando à fadiga, dificuldade para dormir, ansiedade e depressão.
Até transtornos autoimunes podem estar associados a esta síndrome, como a disfunção de Hashimoto que é uma doença autoimune da tireóide.
A Síndrome da Hipermobilidade Articular e sua prima-irmã, porém mais severa, a Síndrome Ehlers-Danlos, são consideradas genéticas. Mulheres são cerca de três vezes mais acometidas por esta síndrome do que homens. A questão é que, quando crianças, a flexibilidade excessiva das meninas pode ser considerada bela e encorajada, especialmente quando envolvidas em atividades como ginástica olímpica ou ballet.
Obviamente, estas considerações sobre a Síndrome da Hipermobilidade Articular são relevantes para o yoga, porém até então não me deparei com observações sobre o assunto em nenhuma aula ou publicação de yoga. Talvez pelo fato de a flexibilidade ser positivamente veiculada em muitas aulas de yoga, há grande chance de, se procurarmos, encontrarmos maiores incidências desta síndrome entre yoguis do que na população em geral.
As pessoas tendem a apreciar as coisas em que são boas. Muitas vezes, ser extremamente flexível parece ser equivalente a ser "bom em yoga", ter sucesso na prática. Imagine um cenário em que um instrutor com a síndrome de hipermobilidade articular ensina yoga. Pessoas flexíveis podem copiar uma amplitude de movimento patológica, enquanto alunos encurtados - ou mesmo aqueles com saúde perfeita e amplitude de movimento normal - podem sentir-se incapazes ou "ruins no yoga". Na verdade, não precisamos imaginar este cenário. Acho que ele acontece com alguma frequência...
Porém, a prática de Yoga ainda pode ser excelente para pessoas com esta questão. A estabilização dos músculos que sustentam as articulações pelo fortalecimento com suave resistência é muito positiva. Entretanto, é imperativo que a prática de asanas seja realizada com bom alinhamento e que o praticante abstenha-se das hiperextensões das articulações. A sustentação de carga também não é indicada, portanto, é possível que seja necessário fazer ajustes nas posturas para diminuir a carga. Por exemplo, pousando os joelhos no chão quando em chaturanga dandasana, ou evitando o asana totalmente. Talvez seja necessário fazer movimentos mais lentos mediante a sensação de tontura.
Certamente, a yoga restaurativa, pranayama e meditação também são de garnde ajuda para o sistema nervoso.
Por enquanto, não há cura para a síndrome de hipermobilidade articular. Sendo assim, é possível tratar os sintomas mas não a causa subjacente. Isso significa que a confirmação do diagnóstico pode ser um grande alívio!  Quando se está cansado, com dor e estressado por tempo prolongado, é fácil relegar-se ao papel de resmungador ou hipocondríaco. Entender que há razões físicas reais em questão pode ajudar a pessoa a não sentir-se louca, emocionalmente frágil ou, até mesmo, melhor do que ninguém.
Namaste :)

Referências:
1. Alan G. Pocinki, MD, PLLC, Joint Hypermobility and
Joint Hypermobility Syndrome
, (2010).
2. William C. Sheil Jr., MD, FACP, FACR, Hypermobility Syndrome
(Joint Hypermobility Syndrome)
, (4/29/2015).

sábado, 16 de abril de 2016

O Significado do Om



De todos os mantras, Om é o mais importante. Um mantra é, literalmente, “aquilo que protege a mente”. Uma vez cantados e repetidos, a mente é disciplinada e, como consequência, obtemos uma capacidade de observá-la, compreendendo como ela funciona, o que a faz reagir e como podemos fazer para lidar melhor com ela. O termo mantra é usado, rigorosamente, apenas para os versos dos Vedas, e tem sempre uma conotação devocional, descrevendo e elogiando este Todo que é Īśvara, “aquele que tudo governa”. Por este motivo, os mantras também protegem porque são um meio para enfraquecer nossos gostos e aversões; uma vez que não entoamos os mantras para satisfazer os desejos da mente, e sim nos relacionarmos com Īśvara, aqueles gostos e aversões perdem aos poucos sua força, e as reações por não obter os objetos de desejo também diminuem. E desta forma, o ego, com todas as suas projeções, se dobra, nos permitindo questionar sobre a verdade de nós mesmos.

Além disto tudo, os mantras são muito bem feitos, tendo sido recebidos pelos ṛṣis do passado, sendo transmitidos oralmente até os dias de hoje. De modo a mantê-los intactos, os mantras devem ser cantados rigorosamente na métrica correta. Os efeitos de tais métricas são vários, que incluem uma absorção da mente no canto, contribuindo para uma mente meditativa. Os mantras, quando corretamente entoados, eliminam pāpam, demérito, e os obstáculos são dissolvidos, abrindo caminho para uma mente discriminativa e preparada para o autoconhecimento.

Om também é chamado Praṇava, e deriva da raíz Av, “proteger”. Dentre todos os mantras, Om é aquele que mais protege. Todo mantra tem início com o Om; o próprio Veda tem como primeira sílaba o Om. Ele é considerado um bīja mantra, ou seja, um mantra semente, guardando em potencial outros mantras. Por exemplo, o bīja mantra “gam” está associado a Gaṇeśa, e guarda seus mantras em potencial. Da mesma forma o bīja “śrīm”, com Lakṣmī, e “aim”, com Sarasvatī. Mas, dentre todos, o Om é o maior bīja mantra. Ele guarda em potencial todo o Veda, com todos os seus mantras, e todo o conhecimento contido neles. É dito que o Om guarda todo o universo em potencial, sendo o primeiro som entoado por Brahmā, o criador, no momento da manifestação do Universo.

Por ser o maior bīja mantra, é dito que não se deve fazer Japa, a repetição em múltiplos de 108, com o Om. A consequência é um enorme impulso pela renúncia de tudo. Uma vez que vivemos em um mundo onde temos nossas obrigações, não seria adequado tal impulso, e por este motivo, a repetição de Om é recomendada apenas para os renunciantes. Para todos os demais, é dito que deve-se sempre repetir outro mantra que, naturalmente, incluirá o Om no início, como por exemplo Om Namaḥ Śivāya.

Om é formado por três letras: A – U – M. Entretanto, quando unimos a letra A com a letra U, em sânscrito, ambas se fundem na letra O. Por este motivo, escrevemos e entoamos OM, e não AUM.

Estas três letras originais carregam todo o ensinamento contido nos Vedas. A primeira letra, A, representa o início, o ato de criar, e por isto está associada a Brahmā; a segunda letra, U, representa o meio, o ato de manter e sustentar, e por isto está associado a Viṣṇu; a terceira, M, representa o final, o ato de dissolver e destruir, estando associado a Śiva. Desta forma, temos um primeiro significado do Om, representando Īśvara na forma da conhecida Trimūrti, a trindade hindu. A repetição do Om, então, representa o processo constante de manifestação e dissolução do universo.

A letra A é o som mais básico para começar a falar; representa o ato de abrir a boca, e por isto está associada ao início de qualquer palavra. O M representa o ato de fechar a boca, ao terminar de falar, e por isto está associado ao final de qualquer palavra. A letra U representa todas as outras letras existentes. Desta forma, Om inclui todas as palavras possíveis, que necessariamente começam com o abrir da boca e terminam com o fechar da boca. Porém, a tradição ensina que todos os objetos nada mais são que nomes e formas; desta maneira, todos os objetos estão inclusos no Om. E o que é o Universo senão todos os objetos, todos os nomes e formas? Assim, Om representa este Universo, o Todo, Īśvara.

As três letras também significam os três guṇas: sattva, rajas e tamas. O primeiro refere-se a conhecimento e discriminação; o segundo a ação e movimento; o terceiro a inércia e ignorância. A combinação destas três tendências constituem todo o Universo, com suas constantes modificações. Desta forma, o Om novamente representa este Īśvara, na forma dos três guṇas.

Complementando o significado, temos que A – U – M representam os três períodos de tempo – passado, presente e futuro; os três mundos – Bhūḥ, Bhuvaḥ, Suvaḥ; os três “corpos” de Īśvara, que são o universo físico, o sutil e o causal. De fato, o número 3 surge constantemente dentro do simbolismo védico, se manifestando de forma grandiosa no Om. Todos estes significados nos remetem a Īśvara, o todo.

Porém, o Om também nos remete a Jīva, o indivíduo, que também é constituído dos três guṇas; também tem três corpos, o grosso, o sutil e o causal; e que vive os três estados de experiência – acordado, sonhando e dormindo.

Qual a relação fundamental entre Jīva, o indivíduo, e Īśvara, o Todo? Os Vedas nos oferecem o conhecimento sobre esta relação, que também é representado no Om. A – U – M são os três Vedas, Ṛg, Sāma e Yajur, que contêm todo o conhecimento (Atharva, sendo um Veda um pouco diferente dos demais, tradicionalmente é omitido da lista simbólica). Também representam as três etapas do ensinamento – śravaṇam, o escutar as palavras dos Vedas a partir de um mestre versado; mananam, o questionar estas palavras de modo a eliminar todas as dúvidas, conduzindo a um entendimento claro; e nididhyāsana, a contemplação daquilo que foi entendido, para que o conhecimento seja estabelecido na mente do estudante com firmeza. E, finalmente, representam o estudante (A), o guru (M) e a conexão entre ambos (U), que é o processo de ensinamento.

E no que consiste este conhecimento? Os Vedas ensinam que o indivíduo e o Todo são o mesmo. Como isto é possível? Na repetição do Om, o mantra surge, permanece um tempo, e se dissolve. Depois, surge novamente, se mantém e se dissolve. Este ciclo, assim como a manifestação e dissolução do universo, é constante, não tendo início nem fim. Entretanto, o que existe entre duas repetições? Uma mera ausência do som?

Quando repito um mantra, este mantra é pensamento. No momento do pensamento, estou presente. Isto é claro, porque normalmente nos identificamos com nossa mente. Mas e entre as duas repetições? Neste momento, só há silêncio. Nenhum pensamento está presente, mas ainda assim eu estou presente. Desta forma, concluímos facilmente que eu não sou pensamento, não sou a mente, uma vez que na ausência de pensamento eu ainda estou presente.

Se estou presente no momento do silêncio, então o silêncio não é uma mera ausência de pensamentos, mas sou eu mesmo. O silêncio é aquilo que é livre das formas, livre de limitação, livre de qualidades. Se antes de uma repetição há silêncio, e depois também há silêncio, o que me diz que durante a repetição não há silêncio? Se estou presente durante o silêncio, e sei que estou presente durante o pensamento, então estou presente todo o tempo. Este silêncio, portanto, existe sempre, sendo eterno, sem início e sem fim; dele os pensamentos surgem, nele os pensamentos se dissolvem. Todo o universo é nome e forma, mas todo nome e forma é pensamento. Portanto, todo o universo surge do silêncio, e se dissolve no silêncio. Assim, este silêncio é a verdade de Īśvara, o Todo, e a verdade de Jīva, o indivíduo. O conhecimento que os Vedas transmitem é que este Īśvara e eu somos o mesmo, livre de limitação, eterno; Sat, Cit, Ānanda – Existência, Consciência, Plenitude. Este Absouto, chamado Brahman, é Om, e este Om sou eu.

Desta forma, Om carrega todo o conhecimento. Meditando sobre ele, o indivíduo é capaz de descobrir a verdade sobre si mesmo.

Om Tat Sat

Por Patrick van Lammeren

Patrick van Lammeren é discípulo da professora Gloria Arieira desde 2004. Dá aulas de Vedānta e simbolismo védico e faz parte da equipe do Centro de Estudos Vidya Mandir

sábado, 26 de março de 2016

Mensagem Para o Fim de Semana



Sede passantes
Este tema da passagem é o tema da Páscoa.
Pessah em hebraico, quer dizer passagem.
A passagem, no rio, de uma margem à outra margem,
a passagem de um pensamento a outro pensamento,
a passagem de um estado de consciência
a outro estado de consciência.
A passagem de um modo de vida
a um outro modo de vida.
Somos passageiros.
A vida é uma ponte e, como diziam os antigos,
não se constrói sua casa sobre uma ponte.
Temos que manter, ao mesmo tempo,
as duas margens do rio, a matéria e o espírito,
o céu e a terra, o masculino e o feminino e
fazer a ponte entre estas nossas diferentes partes,
sabendo que estamos de passagem.
É importante lembrar-se do carácter passageiro de nossa existência,
da impermanência de todas as coisas,
pois o sofrimento geralmente é de querermos fazer durar
o que não foi feito para durar.
A grande páscoa é a passagem desta vida mortal para a vida eterna,
é a abertura do coração humano ao coração divino.
É a passagem da escravidão para a liberdade,
passagem que é simbolizada pela migração dos hebreus,
do Egito para a terra Prometida.
Mas não é preciso temer o Mar Vermelho.
O mar de nossas memórias, de nossos medos, de nossas reações.
Temos que atravessar todas estas ondas, todas estas tempestades,
para tocar a terra da liberdade,
o espaço da liberdade que existe dentro de nós.
Sede passantes.
Creio que esta palavra é verdadeiramente um convite
para continuarmos nosso caminho
a partir do lugar onde algumas vezes paramos.
Observemos o que pára a vida em nós,
o que impede o amor e o perdão,
onde se localiza o medo dentro de nós.
É por lá que é preciso passar, é lá o nosso Mar Vermelho.
Mas, ao mesmo tempo, não esqueçamos a luz,
não esqueçamos a liberdade, a terra que nos foi prometida.
FELIZ PÁSCOA!

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Jean Yves Leloup

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Quem Está Desafiando O Quê? E Por quê?

           
Lembro-me de meu pai, A. G. Mohan, dizendo anos atrás, que ter um desafio na prática de yoga é bom, mas todo praticante deve se perguntar: “Quem está desafiando o quê? E por quê?”.
Se meu desafio for colocar minhas pernas atrás da cabeça, isso não é bom nem ruim, não é certo nem errado, em absoluto. Mas quem está emitindo o desafio para mim? Minha mente? Estou consciente de todos os pensamentos em minha mente? Longe disso. Minha mente neste exato momento reflete a soma de inúmeros processos subconscientes do passado e presente. Não é por menos que não podemos dar passe livre ao que nossas mentes nos dizem.
Se minha mente emite o desafio, quem o executa? Não é minha mente que põe suas pernas atrás da cabeça; não diretamente, de forma alguma. É o meu corpo que faz isso.
Portanto, se minha mente desafia meu corpo, esse é um desafio inteligente? Para responder à pergunta, devemos perguntar: “Por quê?”
Quando a mente desafia o corpo, é uma ideia desafiar a mente primeiro. Se vier uma resposta significativa, então, podemos passar o desafio para o corpo.
Se a resposta for: “Porque a pessoa no tapete de yoga ao lado está fazendo”, “Meu professor me orientou”, “É como fazemos neste estilo de yoga”, não é uma resposta muito boa, é?!
Afinal, nenhuma dessas respostas informa por que você deveria estar fazendo isso. Nenhuma dessas respostas inclui o contexto ou relevância deste desafio para você como um indivíduo.
Você não é seu vizinho no tapete. Você não é seu professor. Você não é igual a todas as outras pessoas praticando um estilo de yoga. Mesmo gêmeos idênticos possuem diferentes experiências e objetivos de vida!
Como Krishnamacharya sabiamente disse: “O ensino é para quem está sendo ensinado”.
O Yoga tem ser significativo para voce, e alimentado por voce. Somente assim será sustentável através do tempo e compensador ao longo da vida.

Ganesh Mohan
14 Feb 2016
Traduzido por Glaucia Cantergiani

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

YOGA NA GESTAÇÃO, Uma Manifestação de Amor!



A prática de yoga na gestação está se tornando muito popular. Quando comparada aos exercícios cardiovasculares, como a caminhada por exemplo, o yoga pode ser a maneira ideal de manter a forma durante a gravidez devido a sua completude. Esta prática milenar ajuda a manter a flexibilidade, tonificar os músculos e melhorar o equilíbrio e a circulação, com pequeno, ou nenhum, impacto nas articulações.

O yoga também é excelente para a gestante porque desenvolve a respiração profunda e relaxante, o que se torna muito importante nas demandas físicas do trabalho de parto, nascimento e maternidade. Na verdade, uma das primeiras coisas que se aprende em uma aula de yoga é a respirar plenamente. A técnica de respiração conhecida como ujjáyí, por exemplo, requer uma inalação lenta pelas narinas, preenchendo os pulmões plenamente, e uma exalação completa até a compressão do estômago. Aprender esta técnica é muito útil para o trabalho de parto e nascimento do bebê, pois, além dos benefícios fisiológicos, ajuda a gestante a manter-se calma no momento mais necessário.

Quando estamos sentindo dor ou com medo, o corpo libera adrenalina e pode produzir menos ocitocina, o hormônio que faz o trabalho de parto progredir. A prática frequente de yoga ajuda a gestante a combater contra a vontade de se contrair ao sentir desconfortos e dores, ensinando-a como relaxar em vez disso.

De acordo com um relatório emitido em abril de 2009 pela Harvard Mental Health Letter, rigorosos estudos elucidaram provas científicas de que o yoga ajuda na lida do corpo com o estresse por diminuir as frequências cardíaca, respiratória e a pressão sanguínea.

Os benefícios do yoga não estão limitados ao bem-estar físico. Participar de uma aula de yoga para gestantes é uma ótima forma de encontrar outras gestantes, formar uma comunidade. Estar num ambiente positivo e acolhedor, convivendo com pessoas que estejam experienciando situações semelhantes, além de ser prazeroso, é um fator que proporciona motivação e ânimo para manter a prática.


Namaste!
Glaucia Cantergiani


Turma Especial Para Gestantes no Dharma Yoga & Terapias:
2as feiras - das 10:30h às 11:30h  e  6as feiras - das 9:30h às 10:30h
Informações: dharmayogaeterapias@gmail.com - 3825.5313