OM MANI PADME HUM

“As pessoas ficam doentes física e mentalmente. Para alguns, a vida é apenas um retardo para a morte; para outros, a morte é mais bem-vinda que a vida. Alguns levam uma vida miserável, incapazes de encarar a morte; outros se suicidam, por serem incapazes de encarar a vida. Estas experiências fazem você crescer por dentro. Se Deus não fez este mundo apenas para o sofrimento, e, se houver algo mais (e eu intuitivamente pressinto isso), eu o descobrirei."

Swami Sivananda

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Yoga - Observe Sua Prática!


Yoga é sobre transformação positiva, não o compromisso de colocar o corpo e a mente em desconforto.

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Yoga é uma maneira de trazer mudanças positivas à nossa vida. A mudança positiva requer se opor a hábitos antigos. Mas asanas também podem se tornar hábitos. Se praticamos asana como andar de bicicleta, perdemos grande parte de seu potencial transformador. O movimento se torna mecânico porque nosso cérebro aprende padrões de movimento. Se fizermos um movimento algumas centenas de vezes, podemos repeti-lo facilmente com pouca consciência.

Sua observação constante e auto-reflexão irão sinalizar quando uma mudança for necessária. Enquanto a persistência é uma virtude, a adesão cega é um risco. Consequentemente, devemos aprender a diferenciar entre o desconforto saudável da resistência que vem dos hábitos antigos ​​e o desconforto prejudicial de trauma e perturbação ao corpo ou à mente.

O caminho do yoga é sobre o compromisso com a transformação positiva, não o compromisso de colocar o corpo e a mente em desconforto e danos sem nenhuma razão clara para isso.

Algumas pessoas dizem: "Desafie-se". Mas se a mente desafiar o corpo indiscriminadamente, isso pode arruinar o corpo.

Em suma, se estiver em dúvida quanto à sua prática, não persista. Pesquise, reflita e depois retorne à prática, com mais clareza.


Referência: Mind Your Yoga - AG. Mohan e Ganesh Mohan


quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Considere os presentes da depressão!


Thomas Moore diz... 
“Provavelmente, você conhecerá mais as profundezas da sua alma nos períodos de dor e confusão do que nos tempos de conforto. A escuridão e a turbulência estimulam a imaginação de uma certa forma. Elas permitem que você veja coisas que normalmente ignoraria. Você torna-se sensível a um diferente espectro de emoções e significados. Você percebe os extremos ultravioleta dos seus sentimentos e pensamentos, e aprende o que não perceberia em tempos de normalidade e brilho" (Moore, 2004, p.XV).

É um desserviço para consigo mesmo tratar os sentimentos de desespero e vazio como divergências da vida normal e saudável que idealizou. Os tempos escuros deixam suas marcas e nos transformam numa pessoa intuitiva e compassiva.
Hari om🙏🤗

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e pessoas sentadas

domingo, 6 de maio de 2018

Intervenções Corpo-Mente Podem Reverter Reações do DNA


Ola queridos amigos!

Vou aproveitar pra comentar em cima dessa matéria...

Estudo Sugere que Meditação e Ioga podem "Reverter' reações do DNA que causam estresse.
https://www.chromosome.site/teste-geneticos/estudo-sugere-que-meditacao-e-ioga-podem-reverter-reacoes-do-dna-que-causam-stress/


Tive acesso a esse estudo completo alguns meses atrás. No campo da ciência muuuuito tem se estudado sobre a manifestação das doenças/disfunções em decorrência dos traumas que vivemos na vida e altos níveis de estresse. Sempre acreditei nisso, muito antes de ingressar profissionalmente nesse caminho. Fico feliz de estar tendo acesso a essas pesquisas somente por ter a tranquilidade de ter passado os últimos 30 anos da minha vida com esta convicção.

Tudo isso exponho apenas pra chamar a atenção de vocês. Não adianta correr atrás das mais diferentes especialidades médicas pra encontrar a cura de todos os desconfortos que o corpo apresenta. A Cura vem de dentro, ou nem conseguiremos cura plena em alguns casos e teremos que aprender a lidar com um ou outro desconforto. As inflamações do corpo então, há muitas coisas não visíveis por trás dos transtornos inflamatórios nos sistemas neuro-músculo-esquelético...

É uma questão de opção: Ou entendemos a relação dos traumas (não precisa ser nenhum acontecimento mirabolante... uma simples situação de ameaça/não-acolhimento na infância que perdurou por muito tempo) e estresse (aquele silencioso que fica ali minando nossas energias, porque vivemos reféns dos medos: medo de ser assaltado, medo de ter uma doença grave, medo de perder alguém) com o equilíbrio e saúde do nosso corpo, ou viveremos escravos das farmácias e com uma vida pálida, sem cor...

Esse é um caminho que vai muito na contramão do mundo que vemos hoje diante de nossos olhos. É preciso real vontade pra mudar, com um pouquinho de vontade não se muda nada. Mas não tenho duvidas de que autoconhecimento (conhecer o Ser que vc é) e fé (obtida pelo Conhecimento, não uma fé cega) são as chaves desse Portal que nos levará a uma vida com sentido e possibilidade de auto-cura!

Namaste!😊🙏

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

YOGATERAPIA

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"Assim como mantem nosso bem-estar e saúde geral, o Yoga pode também ser utilizado como uma ferramenta terapêutica específica, e podemos ver como o campo da yogaterapia vem crescendo nos EUA e no mundo. Diferente de uma aula comum, yogaterapeutas trabalham com pequenos grupos ou sessões individuais, tratando problemas específicos de saúde e adaptando posturas de acordo com a necessidade...

A Yogaterapia moderna pode ser rastreada até o mestre de Yoga Krishnamacharya (1888 - 1989). Seus ensinamentos basearam-se no princípio: 'Ensine o que for apropriado para cada indivíduo'. [A.G. Mohan (2010). ’Krishnamacharya: His Life and Teachings’].

Krishnamacharya ficou conhecido no ocidente principalmente por sua contribuição no resgate das disciplinas e práticas do Hatha Yoga voltadas mais para o físico. Por isso, frequentemente vimos referências a ele como "o pai do Yoga moderno". Ele foi professor de A.G. Mohan, Desikachar, Pattabhi Jois, B.K.S. Iyengar e outros. Foi um mestre de yoga, professor, médico ayurvédico e sábio indiano.


Resultado de imagem para krishnamacharya

A Associação Internacional de Yoga Terapeutas (International Association of Yoga Therapists - IAYT), define a yogaterapia como sendo 'o processo de capacitação de pessoas para progredirem na direção da melhoria da saúde e bem-estar através da aplicação da prática e filosofia do Yoga'. O Dr. Ganesh Mohan (filho e aluno de A.G. Mohan) declara: “A Yogaterapia é uma aplicação do Yoga que capacita as pessoas a progredirem na direção de obterem mais saúde e ficarem livres de doenças'. Yogaterapeutas são profissionais de yoga com treinamento específico para ensinarem yoga a indivíduos com problemas de saúde, a apoiarem seus processos de cura e/ou recuperação guiando-os para a otimização da qualidade de vida. O aluno (ou cliente) ainda é uma pessoa que 'pratica' yoga numa aula ou sessão de Yogaterapia. Não se trata de uma experiência passiva como passar por uma cirurgia, massagem ou trabalho corporal.


Portanto, o importante é que o yoga permaneça uma prática pessoal e o aluno seja seu próprio cuidador sob a orientação de um professor." (tradução por Glaucia Cantergiani de trecho do artigo de Anneke Sips no site https://www.ekhartyoga.com/articles/the-blossoming-of-yoga-therapy. Texto completo em inglês no site...)


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Da próxima vez que fizer sua prática ou sentar para meditar, lembre-se: Voce pode estar realmente mudando sua vida!

Para quem pratica Yoga, Meditação, Tai Chi Chuan e outras práticas algumas vezes ainda conhecidas no ocidente como 'alternativas', não há novidade em ouvir sobre a capacidade de transformação na saúde física, mental e emocional que essas práticas proporcionam ao ser humano.




Entretanto, nesse artigo do Dr. Joe Dispenza (neurocientista, quiroprata, conferencista e autor), além da experiência constatada por quem se dedica a praticar yoga regularmente, podemos enxergar por dentro o que ocorre em nossos sistemas quando trazemos estas ciências para as nossas vidas.

As Universidades de Coventry and Radboud publicaram novas pesquisas no jornal Frontiers in Immunology sugerindo que os benefícios dessas práticas vão muito além de fortalecer o corpo e acalmar a mente, eles iniciam-se no nível molecular e podem mudar nosso destino genético. Ou seja, são capazes de reverter reações moleculares no nosso DNA que causam doenças físicas e depressão.

Tudo começa pelo estresse, esse vilão tão conhecido em nossas vidas que já caiu na banalidade... mas que é um verdadeiro assassino silencioso. 

O estresse produz um efeito inflamatório, que por sua vez dispara nosso sistema imunológico. Isso era de grande valia na era pré-histórica, pois protegia o homem contra infecções em feridas quando se deparavam com situações de alto risco. Entretanto, hoje, vivenciamos o estresse psicológico, e de longo prazo. E a manifestação persistente dos gens 'pro-inflamatórios' passa a ter como resultado a geração de problemas de saúde física e psiquiátricos.

Nessas pesquisas que duraram cerca de 11 anos, envolvendo 18 estudos e 846 participantes, foi possível analisar a forma como os gens se organizam para produzir proteínas. As proteínas são os blocos de construção do corpo, que influenciam a nossa composição biológica, funcionamento cerebral e sistema imunológico. Ou seja, elas são responsáveis pela estrutura e função do corpo.  Esse estudo aponta um padrão de alterações moleculares que ocorrem no organismo quando praticamos atividades com foco na mente e no corpo, que acaba por resultar em alterações benéficas na saúde mental e física.

Como isso acontece? Agora, um pouquinho de paciência com a parte técnica :)...

Nosso Sistema Nervoso Simpático (SNS) é responsável por uma resposta automática denominada "luta e fuga", que ocorre em todas as circunstâncias de estresse. Quando esta reação acontece, o organismo produz uma molécula chamada 'NF-κB (factor nuclear kappa B)'. Este fator nuclear regula a forma de expressão dos gens, que por sua vez produzem proteínas denominadas citocinas, que por sua vez atuam aumentando a resposta inflamatória no nível celular. Estas inflamações são benéficas numa reação de "luta e fuga" de curto prazo, porém, a longo prazo, esse efeito pode elevar os riscos de câncer, envelhecimento precoce e doenças psiquiátricas, como, depressão. 

Enfim, o que o estudo aponta é que as pessoas que praticam atividades focadas na mente e no corpo como yoga e meditação produzem o efeito oposto. Ou seja, seus corpos experienciam uma diminuição na produção do fator NF-kB e de citocinas. Isso se traduz num padrão de expressão genética pró-inflamatória, resultando na diminuição do risco de doenças relacionadas com processos inflamatórios. E mais: "Estas atividades estão deixando uma "assinatura molecular" em nossas células, que reverte o efeito que o estresse e a ansiedade produzem no corpo, modificando a forma como nossos gens se expressam", Ivana Buric, pesquisadora líder da Universidade de Coventry.

Provavelmente, esse é um dos motivos porque quanto mais nos aprofundamos nas práticas de yoga, meditação, entre outras, menos frequentamos consultórios médicos, consumimos remédios, nos submetemos a cirurgias, e mais qualidade de vida adquirimos.

Da próxima vez que fizer sua prática ou sentar para meditar, lembre-se: Voce pode estar realmente mudando sua vida!

Traduzido e resumido por Glaucia Cantergiani

Aqui, voce encontra alguns artigos, incluindo o texto original na íntegra, se quiser dar uma conferida: 

http://www.drjoedispenza.com/blog/meditation/the-positive-effects-of-yoga-and-meditation-at-the-molecular-level/
https://www.sciencedaily.com/releases/2017/06/170615213301.htm
http://journal.frontiersin.org/article/10.3389/fimmu.2017.00670/full

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Santosha!

RefletindoAqui!
No texto clássico sobre Yoga, Yoga Sutras de Patañjali, este célebre autor descreve sobre o Contentamento (santosha)... "Da atitude de contentamento, a Satisfação, vem o ganho de incomparável felicidade."
Nós, humanos, somos impelidos a buscar algo constantemente. Especialmente através da mídia hoje em dia, mas também através de diversas estruturas sociais, somos estimulados a sentir que sempre falta alguma coisa... E só ficaremos satisfeitos quando conquistarmos esta 'alguma coisa'.
Isso normalmente se transforma em anseio por objetos, consumo, busca por amor, aprovação e admiração dos outros.  Resumindo, procuramos no mundo exterior o que só pode ser encontrado em nós mesmos. Quase ninguém está imune a isso, tampouco eu 😊...
O Contentamento é um trabalho interno.
Para encontrar contentamento, é preciso olhar pra si. E isso torna-se cada vez mais fácil com a prática... Aceitar o que se tem no momento presente, e onde, e como se está, é parte essencial do processo....
Asanas.
A prática de asanas, é um momento sublime para exercitar 'santosha'... trazer-se para o próprio centro a cada minuto, aceitando o que se tem, não olhando para o que falta... encontrando "ferramentas" (respiração, canto, som) para confortar-se a cada instante, em cada nova ação...
Boas práticas com Santosha!😊 Namaste



segunda-feira, 8 de maio de 2017

O que são os Chakras!


Quer saber mais sobre os chakras e suas relações com nossos humores, funcionamento orgânico e saúde geral?

De acordo com a tradição do yoga, o corpo sutil é a sua parte que você não consegue ver ou tocar. É onde sua energia circula, por isso também nos referimos a ele como corpo energético. 
Existem sete pontos chaves no corpo sutil que são conhecidos como vórtices de energia, ou chakras. Quando a energia fica bloqueada em um chakra, ela desencadeia desequilíbrios físicos, mentais ou emocionais que se manifestam em sintomas como ansiedade, letargia ou má digestão. Uma prática de asanas bem sintonizada pode liberar energia e estimular um chakra em desequilíbrio, pavimentando o caminho para aquela maravilhosa mudança interna pela qual o yoga é conhecido.
Nesse encontro, vamos bater um papo sobre os chakras e enriquecer nossas práticas de yoga com mais conhecimento!


WORKSHOP: O QUE SÃO OS CHAKRAS?

http://shoutout.wix.com/so/aLlAeXSU#/main
https://www.facebook.com/events/1867130393542475/

Local: Dharma Yoga e Terapias
www.dharmayogaeterapias.oline
Dharma Yoga e Terapias

Dia 26 de maio - às 19h

Investimento: Contribuição Consciente
Sugestões 30,00 - 40,00 - 50,00

Inscrições: 21 99743-4369 - dharmayogaeterapias@gmail.com

terça-feira, 4 de abril de 2017

Yoga Sutra! (2.2 / 2.3)



Yoga tem como objetivo produzir a absorção (samádhi) e reduzir os sofrimentos (kleshas)... 
"Os kleshas causam sofrimento e estão presentes desde o início da vida. Nascemos com kleshas. E a única forma de superá-los é através do Conhecimento correto." 
Jayadeva Yogendra

Sutra 2.3  

2.3 "Os cinco sofrimentos (kleŚas) são: ignorância (avidyā), falsa noção do eu (asmitā), gosto e aversão (rāga/dvea), apego à vida (abhiniveŚa)."
(tradução Glória Arieira)

Ignorância (avidyā), que gera projeções ilusórias, é o campo fértil para os demais sofrimentos.

Falsa noção do eu (asmitā), que leva a conclusões equivocadas e egóicas e que permeia toda a humanidade, ex.: eu sou isso, eu sou aquilo, sou, gordo, tenho boa memória, etc.

Gosto (rāga), que faz com que corramos atrás de certas coisas, do que não possuímos ou mais do que já temos, desenfreadamente.

Aversão (dvesha), que faz com nos afastemos de certas coisas (rejeitamos) e que muitas vezes nos poderiam acrescentar (mesmo que ensinando).

Apego à vida (abhinivesha), passamos a gostar (nos acostumar com essas projeções, falsas noções, gostos e aversões) disso, da vida, e nos apegamos a ela e desenvolvemos o medo da morte, medo do nada.

Assim, forma-se a roda de samsara!

quinta-feira, 16 de março de 2017


Como os hormônios influenciam o corpo, as emoções e os desejos?
Como a natureza influencia os ciclos femininos?
Como reconhecer os desequilíbrios no início e através da alimentação e práticas diárias podemos reencontrar o equilíbrio?
O que a menstruação está dizendo sobre sua saúde e o que isso influenciará na menopausa?
Como passar pela menopausa de forma saudável?

Esses são alguns dos pontos que vamos abordar no próximo encontro de Ayurveda.

Vamos celebrar o mês de Março reconectando com nosso feminino potente e harmônico!

Facilitadora:
MARJORIE ELAGO - Terapeuta ayurvédica pela Escola Yoga Brahmavidyalaya (Dr. José Ruguê); Massoterapeuta; Formada em Yoga pela Blyss Yoga, Aromaterapeuta - Amrit; Reikiana nível I e II; Terapeuta de Florais da Amazônia com imersão do avançado na Amazônia; Doula pela Donna International e Terapeuta CranioSacral pela The Upledger Institute International (Brasil) - em andamento.

Investimento: R$ 120,00
obs.: participantes dos eventos anteriores, ou com interesse no próximo e último evento deste ciclo, têm desconto conforme anunciado anteriormente!

Para mais informações ou realizar inscrição, entre em contato:

marj.elago@gmail.com ou dharmayogaeterapias@gmail.com
Tel: 21 98393-6457 (Marjorie)

Sejam bem-vindos!
Dharma Yoga & Terapias

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Yogaterapia!

Voce pode pensar no Yoga como terapia de recuperação e reabilitação de questões de saúde.
Se já percorreu alguns caminhos sem muito êxito, se tem curiosidade pela prática do Yoga com todas as suas diferentes ferramentas já tão comprovadamente benéficas para o bem-estar geral do ser humano, conheça o yoga em sua abordagem terapêutica!
Não tem nada a ver com posturas mirabolantes, contorcionistas, exigentes demais para quem tem como único propósito curar-se de dores físicas epsicológicas através desta ciência milenar.
Namaste :)
Wellness enthusiasts have long known the healing benefits of yoga. However, the popularity of this ancient practice is now growing among today's mainstr...
HUFFINGTONPOST.COM

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

YOGA & PESSOAS AGITADAS... É POSSÍVEL?!

Muitas pessoas acreditam que a prática de yoga é apenas para pessoas calmas, zen people . Acreditam que, por serem agitadas, aceleradas, hiperativas, apenas as "práticas físicas aceleradas" podem acolhê-las, e que esta é a melhor maneira de se cuidarem.
Ao contrário do que se pensa, quando a agitação traz desconfortos e insatisfação, quando há o desejo pelo equilíbrio, o Yoga acolhe todos os tipos de temperamento e natureza, é uma ferramenta perfeita!
Corpo agitado é sinônimo de mente agitada. Mente agitada é sinônimo de desequilíbrio sistêmico-metabólico-mental-emocional. As "catarses" quase nunca mudam padrões, só extravasam. E assim se forma um ciclo vicioso...
Saiba mais!




quarta-feira, 15 de junho de 2016

Falando de Hatha Yoga... Sindrome da Hipermobilidade Articular na Prática!





A Síndrome de Hipermobilidade Articular nas Práticas de Yoga


Voce já imaginou que crises de enxaqueca podem estar relacionadas com algumas belas performances de posturas de yoga que muitas vezes presenciamos nas práticas?
Segundo a professora de yoga Bernadette Birney, que resolveu consultar um neurologista a fim de investigar incansáveis dores de cabeça que a acompanhavam desde a infância, após rever sua história e examiná-la, o especialista perguntou: "Voce se importa de flexionar o tronco à frente para tocar seus dedos dos pés?"
Em seguida, perguntou: “Voce sente dores musculares?” “Demais,” ela respondeu. “A prática de yoga ajuda?” perguntou ele. “Sim - SE,” respondeu, “se eu for cautelosa, o que sou. Se eu forçar minha flexibilidade, pagarei por isso.”
As articulações da Bernadette são bastante móveis - hipermóveis - mas os músculos são firmes, com nós de tensão crônica. 
Muitas vezes, alguns alunos ficam impressionados com a extrema facilidade e conforto com que outros sentam-se de pernas cruzadas, como na posição de lótus, por exemplo. Para muitos deles, com a bacia tão retesada, é impossível imaginarem-se nesta posição sentindo-se confortáveis. O que se desconhece é que, muitas vezes, esta "habilidade" já pertencia àquelas pessoas antes de praticarem yoga, sem desmerecer os efeitos da prática no desenvolvimento da flexibilidade quando necessária para um maior conforto físico. Atualmente, este tipo de "sintoma" tem sido correlacionado com a Síndrome de Hipermobilidade Articular, uma condição caracterizada por articulações que têm mobilidade além dos limites normais de movimento.
Na prática de yoga, aqueles que têm dificuldade para tocar os dedos do pés podem sentir sua falta de flexibilidade como uma deficiência, e, obviamente, pode até ser. Entretanto, apesar de uma amplitude de movimento muito limitada não ser o desejável, não está nem perto de ser tão perigosa quanto a amplitude de movimento excessiva.
As pessoas com esta síndrome sofrem de dores musculoesqueléticas e articulares, além de lesões de tecidos moles como distensões, entorses, tendinites e luxações. Porque os ligamentos são instáveis, há uma tendência maior de desenvolver escolioses, ATM, discopatias, pés chatos e dores de cabeça.
O Dr. Alan Pocinki, doutor em medicina que atua na área metropolitana de Washington D.C., escreveu um artigo inovador sobre esta síndrome. No artigo ele explica: “Porque os ligamentos são frouxos e, assim sendo, não podem exercer bem suas funções, os músculos são forçados a desempenhar um trabalho maior do que foram concebidos para fazer entrando, portanto, em fadiga.” Nem todos entendem esta condição ainda. Talvez isso ocorra por uma mutação nos genes do colágeno. 
As pessoas com a síndrome de hipermobilidade articular são mais suscetíveis à fibromialgia, osteoartrites (que ocorrem mais facilmente em articulações frouxas) e dores neuropáticas ou dormências. Com frequência, têm equimoses e possuem pele anormalmente elástica e aveludada. Ficam visivelmente desconfortáveis quando permanecem em pé por longos períodos de tempo.

Além disso, o sistema nervoso também tende a ser excessivamente responsivo. Dr. Pocinki escreveu que “Nos últimos anos, a síndrome de hipermobilidade articular tem sido associada a vários problemas do sistema nervoso autônomo. (O sistema nervoso autônomo regula todos os processos corporais, como batimentos cardíacos, pressão sanguínea, respiração, digestão e imunidade.)” Portanto, pessoas que sofrem desta síndrome podem ter problemas circulatórios (por exemplo: pressão baixa,  tontura ao se levantarem, pés e mãos frias, palpitações cardíacas, veias varicosas e, em casos extremos, veias sanguíneas podem até romper-se). Ainda há uma tendência para questões digestivas, como refluxo e doença do intestino irritável.
De acordo com Pocinki, “Para compensar o estiramento das veias sanguíneas, muitas pessoas com a hipermobilidade parecem produzir mais adrenalina..." Com o tempo, a produção excessiva de adrenalina pode exaurir as glândulas adrenais, levando à fadiga, dificuldade para dormir, ansiedade e depressão.
Até transtornos autoimunes podem estar associados a esta síndrome, como a disfunção de Hashimoto que é uma doença autoimune da tireóide.
A Síndrome da Hipermobilidade Articular e sua prima-irmã, porém mais severa, a Síndrome Ehlers-Danlos, são consideradas genéticas. Mulheres são cerca de três vezes mais acometidas por esta síndrome do que homens. A questão é que, quando crianças, a flexibilidade excessiva das meninas pode ser considerada bela e encorajada, especialmente quando envolvidas em atividades como ginástica olímpica ou ballet.
Obviamente, estas considerações sobre a Síndrome da Hipermobilidade Articular são relevantes para o yoga, porém até então não me deparei com observações sobre o assunto em nenhuma aula ou publicação de yoga. Talvez pelo fato de a flexibilidade ser positivamente veiculada em muitas aulas de yoga, há grande chance de, se procurarmos, encontrarmos maiores incidências desta síndrome entre yoguis do que na população em geral.
As pessoas tendem a apreciar as coisas em que são boas. Muitas vezes, ser extremamente flexível parece ser equivalente a ser "bom em yoga", ter sucesso na prática. Imagine um cenário em que um instrutor com a síndrome de hipermobilidade articular ensina yoga. Pessoas flexíveis podem copiar uma amplitude de movimento patológica, enquanto alunos encurtados - ou mesmo aqueles com saúde perfeita e amplitude de movimento normal - podem sentir-se incapazes ou "ruins no yoga". Na verdade, não precisamos imaginar este cenário. Acho que ele acontece com alguma frequência...
Porém, a prática de Yoga ainda pode ser excelente para pessoas com esta questão. A estabilização dos músculos que sustentam as articulações pelo fortalecimento com suave resistência é muito positiva. Entretanto, é imperativo que a prática de asanas seja realizada com bom alinhamento e que o praticante abstenha-se das hiperextensões das articulações. A sustentação de carga também não é indicada, portanto, é possível que seja necessário fazer ajustes nas posturas para diminuir a carga. Por exemplo, pousando os joelhos no chão quando em chaturanga dandasana, ou evitando o asana totalmente. Talvez seja necessário fazer movimentos mais lentos mediante a sensação de tontura.
Certamente, a yoga restaurativa, pranayama e meditação também são de garnde ajuda para o sistema nervoso.
Por enquanto, não há cura para a síndrome de hipermobilidade articular. Sendo assim, é possível tratar os sintomas mas não a causa subjacente. Isso significa que a confirmação do diagnóstico pode ser um grande alívio!  Quando se está cansado, com dor e estressado por tempo prolongado, é fácil relegar-se ao papel de resmungador ou hipocondríaco. Entender que há razões físicas reais em questão pode ajudar a pessoa a não sentir-se louca, emocionalmente frágil ou, até mesmo, melhor do que ninguém.
Namaste :)

Referências:
1. Alan G. Pocinki, MD, PLLC, Joint Hypermobility and
Joint Hypermobility Syndrome
, (2010).
2. William C. Sheil Jr., MD, FACP, FACR, Hypermobility Syndrome
(Joint Hypermobility Syndrome)
, (4/29/2015).

sábado, 16 de abril de 2016

O Significado do Om



De todos os mantras, Om é o mais importante. Um mantra é, literalmente, “aquilo que protege a mente”. Uma vez cantados e repetidos, a mente é disciplinada e, como consequência, obtemos uma capacidade de observá-la, compreendendo como ela funciona, o que a faz reagir e como podemos fazer para lidar melhor com ela. O termo mantra é usado, rigorosamente, apenas para os versos dos Vedas, e tem sempre uma conotação devocional, descrevendo e elogiando este Todo que é Īśvara, “aquele que tudo governa”. Por este motivo, os mantras também protegem porque são um meio para enfraquecer nossos gostos e aversões; uma vez que não entoamos os mantras para satisfazer os desejos da mente, e sim nos relacionarmos com Īśvara, aqueles gostos e aversões perdem aos poucos sua força, e as reações por não obter os objetos de desejo também diminuem. E desta forma, o ego, com todas as suas projeções, se dobra, nos permitindo questionar sobre a verdade de nós mesmos.

Além disto tudo, os mantras são muito bem feitos, tendo sido recebidos pelos ṛṣis do passado, sendo transmitidos oralmente até os dias de hoje. De modo a mantê-los intactos, os mantras devem ser cantados rigorosamente na métrica correta. Os efeitos de tais métricas são vários, que incluem uma absorção da mente no canto, contribuindo para uma mente meditativa. Os mantras, quando corretamente entoados, eliminam pāpam, demérito, e os obstáculos são dissolvidos, abrindo caminho para uma mente discriminativa e preparada para o autoconhecimento.

Om também é chamado Praṇava, e deriva da raíz Av, “proteger”. Dentre todos os mantras, Om é aquele que mais protege. Todo mantra tem início com o Om; o próprio Veda tem como primeira sílaba o Om. Ele é considerado um bīja mantra, ou seja, um mantra semente, guardando em potencial outros mantras. Por exemplo, o bīja mantra “gam” está associado a Gaṇeśa, e guarda seus mantras em potencial. Da mesma forma o bīja “śrīm”, com Lakṣmī, e “aim”, com Sarasvatī. Mas, dentre todos, o Om é o maior bīja mantra. Ele guarda em potencial todo o Veda, com todos os seus mantras, e todo o conhecimento contido neles. É dito que o Om guarda todo o universo em potencial, sendo o primeiro som entoado por Brahmā, o criador, no momento da manifestação do Universo.

Por ser o maior bīja mantra, é dito que não se deve fazer Japa, a repetição em múltiplos de 108, com o Om. A consequência é um enorme impulso pela renúncia de tudo. Uma vez que vivemos em um mundo onde temos nossas obrigações, não seria adequado tal impulso, e por este motivo, a repetição de Om é recomendada apenas para os renunciantes. Para todos os demais, é dito que deve-se sempre repetir outro mantra que, naturalmente, incluirá o Om no início, como por exemplo Om Namaḥ Śivāya.

Om é formado por três letras: A – U – M. Entretanto, quando unimos a letra A com a letra U, em sânscrito, ambas se fundem na letra O. Por este motivo, escrevemos e entoamos OM, e não AUM.

Estas três letras originais carregam todo o ensinamento contido nos Vedas. A primeira letra, A, representa o início, o ato de criar, e por isto está associada a Brahmā; a segunda letra, U, representa o meio, o ato de manter e sustentar, e por isto está associado a Viṣṇu; a terceira, M, representa o final, o ato de dissolver e destruir, estando associado a Śiva. Desta forma, temos um primeiro significado do Om, representando Īśvara na forma da conhecida Trimūrti, a trindade hindu. A repetição do Om, então, representa o processo constante de manifestação e dissolução do universo.

A letra A é o som mais básico para começar a falar; representa o ato de abrir a boca, e por isto está associada ao início de qualquer palavra. O M representa o ato de fechar a boca, ao terminar de falar, e por isto está associado ao final de qualquer palavra. A letra U representa todas as outras letras existentes. Desta forma, Om inclui todas as palavras possíveis, que necessariamente começam com o abrir da boca e terminam com o fechar da boca. Porém, a tradição ensina que todos os objetos nada mais são que nomes e formas; desta maneira, todos os objetos estão inclusos no Om. E o que é o Universo senão todos os objetos, todos os nomes e formas? Assim, Om representa este Universo, o Todo, Īśvara.

As três letras também significam os três guṇas: sattva, rajas e tamas. O primeiro refere-se a conhecimento e discriminação; o segundo a ação e movimento; o terceiro a inércia e ignorância. A combinação destas três tendências constituem todo o Universo, com suas constantes modificações. Desta forma, o Om novamente representa este Īśvara, na forma dos três guṇas.

Complementando o significado, temos que A – U – M representam os três períodos de tempo – passado, presente e futuro; os três mundos – Bhūḥ, Bhuvaḥ, Suvaḥ; os três “corpos” de Īśvara, que são o universo físico, o sutil e o causal. De fato, o número 3 surge constantemente dentro do simbolismo védico, se manifestando de forma grandiosa no Om. Todos estes significados nos remetem a Īśvara, o todo.

Porém, o Om também nos remete a Jīva, o indivíduo, que também é constituído dos três guṇas; também tem três corpos, o grosso, o sutil e o causal; e que vive os três estados de experiência – acordado, sonhando e dormindo.

Qual a relação fundamental entre Jīva, o indivíduo, e Īśvara, o Todo? Os Vedas nos oferecem o conhecimento sobre esta relação, que também é representado no Om. A – U – M são os três Vedas, Ṛg, Sāma e Yajur, que contêm todo o conhecimento (Atharva, sendo um Veda um pouco diferente dos demais, tradicionalmente é omitido da lista simbólica). Também representam as três etapas do ensinamento – śravaṇam, o escutar as palavras dos Vedas a partir de um mestre versado; mananam, o questionar estas palavras de modo a eliminar todas as dúvidas, conduzindo a um entendimento claro; e nididhyāsana, a contemplação daquilo que foi entendido, para que o conhecimento seja estabelecido na mente do estudante com firmeza. E, finalmente, representam o estudante (A), o guru (M) e a conexão entre ambos (U), que é o processo de ensinamento.

E no que consiste este conhecimento? Os Vedas ensinam que o indivíduo e o Todo são o mesmo. Como isto é possível? Na repetição do Om, o mantra surge, permanece um tempo, e se dissolve. Depois, surge novamente, se mantém e se dissolve. Este ciclo, assim como a manifestação e dissolução do universo, é constante, não tendo início nem fim. Entretanto, o que existe entre duas repetições? Uma mera ausência do som?

Quando repito um mantra, este mantra é pensamento. No momento do pensamento, estou presente. Isto é claro, porque normalmente nos identificamos com nossa mente. Mas e entre as duas repetições? Neste momento, só há silêncio. Nenhum pensamento está presente, mas ainda assim eu estou presente. Desta forma, concluímos facilmente que eu não sou pensamento, não sou a mente, uma vez que na ausência de pensamento eu ainda estou presente.

Se estou presente no momento do silêncio, então o silêncio não é uma mera ausência de pensamentos, mas sou eu mesmo. O silêncio é aquilo que é livre das formas, livre de limitação, livre de qualidades. Se antes de uma repetição há silêncio, e depois também há silêncio, o que me diz que durante a repetição não há silêncio? Se estou presente durante o silêncio, e sei que estou presente durante o pensamento, então estou presente todo o tempo. Este silêncio, portanto, existe sempre, sendo eterno, sem início e sem fim; dele os pensamentos surgem, nele os pensamentos se dissolvem. Todo o universo é nome e forma, mas todo nome e forma é pensamento. Portanto, todo o universo surge do silêncio, e se dissolve no silêncio. Assim, este silêncio é a verdade de Īśvara, o Todo, e a verdade de Jīva, o indivíduo. O conhecimento que os Vedas transmitem é que este Īśvara e eu somos o mesmo, livre de limitação, eterno; Sat, Cit, Ānanda – Existência, Consciência, Plenitude. Este Absouto, chamado Brahman, é Om, e este Om sou eu.

Desta forma, Om carrega todo o conhecimento. Meditando sobre ele, o indivíduo é capaz de descobrir a verdade sobre si mesmo.

Om Tat Sat

Por Patrick van Lammeren

Patrick van Lammeren é discípulo da professora Gloria Arieira desde 2004. Dá aulas de Vedānta e simbolismo védico e faz parte da equipe do Centro de Estudos Vidya Mandir

sábado, 26 de março de 2016

Mensagem Para o Fim de Semana



Sede passantes
Este tema da passagem é o tema da Páscoa.
Pessah em hebraico, quer dizer passagem.
A passagem, no rio, de uma margem à outra margem,
a passagem de um pensamento a outro pensamento,
a passagem de um estado de consciência
a outro estado de consciência.
A passagem de um modo de vida
a um outro modo de vida.
Somos passageiros.
A vida é uma ponte e, como diziam os antigos,
não se constrói sua casa sobre uma ponte.
Temos que manter, ao mesmo tempo,
as duas margens do rio, a matéria e o espírito,
o céu e a terra, o masculino e o feminino e
fazer a ponte entre estas nossas diferentes partes,
sabendo que estamos de passagem.
É importante lembrar-se do carácter passageiro de nossa existência,
da impermanência de todas as coisas,
pois o sofrimento geralmente é de querermos fazer durar
o que não foi feito para durar.
A grande páscoa é a passagem desta vida mortal para a vida eterna,
é a abertura do coração humano ao coração divino.
É a passagem da escravidão para a liberdade,
passagem que é simbolizada pela migração dos hebreus,
do Egito para a terra Prometida.
Mas não é preciso temer o Mar Vermelho.
O mar de nossas memórias, de nossos medos, de nossas reações.
Temos que atravessar todas estas ondas, todas estas tempestades,
para tocar a terra da liberdade,
o espaço da liberdade que existe dentro de nós.
Sede passantes.
Creio que esta palavra é verdadeiramente um convite
para continuarmos nosso caminho
a partir do lugar onde algumas vezes paramos.
Observemos o que pára a vida em nós,
o que impede o amor e o perdão,
onde se localiza o medo dentro de nós.
É por lá que é preciso passar, é lá o nosso Mar Vermelho.
Mas, ao mesmo tempo, não esqueçamos a luz,
não esqueçamos a liberdade, a terra que nos foi prometida.
FELIZ PÁSCOA!

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Jean Yves Leloup

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Quem Está Desafiando O Quê? E Por quê?

           
Lembro-me de meu pai, A. G. Mohan, dizendo anos atrás, que ter um desafio na prática de yoga é bom, mas todo praticante deve se perguntar: “Quem está desafiando o quê? E por quê?”.
Se meu desafio for colocar minhas pernas atrás da cabeça, isso não é bom nem ruim, não é certo nem errado, em absoluto. Mas quem está emitindo o desafio para mim? Minha mente? Estou consciente de todos os pensamentos em minha mente? Longe disso. Minha mente neste exato momento reflete a soma de inúmeros processos subconscientes do passado e presente. Não é por menos que não podemos dar passe livre ao que nossas mentes nos dizem.
Se minha mente emite o desafio, quem o executa? Não é minha mente que põe suas pernas atrás da cabeça; não diretamente, de forma alguma. É o meu corpo que faz isso.
Portanto, se minha mente desafia meu corpo, esse é um desafio inteligente? Para responder à pergunta, devemos perguntar: “Por quê?”
Quando a mente desafia o corpo, é uma ideia desafiar a mente primeiro. Se vier uma resposta significativa, então, podemos passar o desafio para o corpo.
Se a resposta for: “Porque a pessoa no tapete de yoga ao lado está fazendo”, “Meu professor me orientou”, “É como fazemos neste estilo de yoga”, não é uma resposta muito boa, é?!
Afinal, nenhuma dessas respostas informa por que você deveria estar fazendo isso. Nenhuma dessas respostas inclui o contexto ou relevância deste desafio para você como um indivíduo.
Você não é seu vizinho no tapete. Você não é seu professor. Você não é igual a todas as outras pessoas praticando um estilo de yoga. Mesmo gêmeos idênticos possuem diferentes experiências e objetivos de vida!
Como Krishnamacharya sabiamente disse: “O ensino é para quem está sendo ensinado”.
O Yoga tem ser significativo para voce, e alimentado por voce. Somente assim será sustentável através do tempo e compensador ao longo da vida.

Ganesh Mohan
14 Feb 2016
Traduzido por Glaucia Cantergiani